quarta-feira, 29 de abril de 2009

Entrevista com uma publicitária














Entrevista com Larissa Assad Ramos, 23 anos, formada pelo Centro Universitário Una. Atua na Agência Foco de Publicidade e Cerimonial, na área de atendimento e criação.


Muitos publicitários não têm formação acadêmica. São formados pela prática.Qual sua opinião sobre isso?
Larissa: Acho que deveria existir uma regulamentação para que os publicitários formados possam atuar na área. Do jeito que está hoje qualquer pessoa pode atuar na área independente de terem uma formação acadêmica. Assim como na área do direito os recém formados devem passar por uma aprovação para que possam atuar, o mesmo deveria acontecer na publicidade.


O seu primeiro emprego foi na área de publicidade?
Larissa: A primeira vez que trabalhei não foi na área de publicidade não mas o meu primeiro estágio sim.


Você começou a estagiar muito cedo? Qual sua opinião sobre o estágio?
Larissa: Eu demorei um tempo para começar a estagiar. Na minha opinião é nessa fase que se aprende e se coloca em prática realmente o que nos foi ensinado. Na faculdade vemos muita teoria e pouca prática. E mesmo essa pouca prática que vemos não se compara com a realidade que nos espera lá fora. Portanto é somente no estágio que vemos o dia-a-dia da profissão assim como as suas particularidades e os seus maiores desafios.


Como e por que você resolveu ser publicitário?
Larissa: Foi um longo processo até que eu descobrisse a área da publicidade. Entrei na faculdade disposta a fazer cinema por gostar muito da área de produção, portanto o contato com outros alunos da publicidade e com o curso em si me fizeram ver que eu tinha uma afinidade muito maior com essa área. A publicidade nos permite trabalhar em uma variedade enorme de campos e percebi que poderia trabalhar com o que gostava também.


O que você mais gosta na profissão? E o que mais o incomoda?
Larissa: Gosto muito do fato de que não existem limites na publicidade. A cada dia ela inova e aparecem novidades a cada momento. Quanto mais diferente e inusitado melhor. A publicidade é assim, surpreendente, criativa, divertida e séria ao mesmo tempo. O que me incomoda é o fato de qualquer pessoa poder atuar na área independente de terem uma formação acadêmica.


Qual conselho você daria para quem quer seguir a carreira de publicitário?
Larissa: O conselho que eu daria para quem quer seguir na área é ter certeza de que é isso mesmo que ele quer antes de seguir em frente. O mercado publicitário hoje esta muito difícil e saturado portanto é preciso muita competência é força de vontade para poder fazer parte dele.

Quais os campos de atuação de um publicitário?
Larissa: O publicitário pode atuar numa variedade enorme de áreas. Ele pode trabalhar na criação seja na direção de arte ou redação, na mídia, como atendimento, pode ser dono de agencia, pode trabalhar com produção gráfica, na área comercial, enfim é uma variedade enorme de áreas que não limita a carreira de um publicitário a uma determinada função.

Qual o papel do CONAR na autoregulamentação publicitária?
Larissa: O Conar tem a atribuição de estabelecer normas éticas para as propagandas, de modo a evitar a veiculação de propagandas enganosas, ofensivo, abusivo.

Quais as principais mudanças a web tem proporcionado a publicidade?
Larissa: O jornal, o radio, a TV são exemplos de comunicação unilateral. A mensagem sai do anunciante e é transmitida a todos os consumidores da mesma forma. Já a web trouxe a interatividade, que é chamada de comunicação bilateral. A informação pode ser criada pelo próprio receptor, então nesta comunicação todos são anunciantes receptores. Um exemplo claro é a Wikipédia, que é chamada de a "enciclopédia livre". Nela você lendo um assunto, pode clicar para saber de outra coisa que tem ligação. Ela tem uma rede de informações interligadas. O imediatismo também é um grande diferencial deste veículo. Enquanto nos convencionais tem-se um prazo que o anuncio possa ser veiculado, na internet bastam apenas alguns minutos para que a modificação aconteça.

Como se encontra atualmente o Mercado de Trabalho na Publicidade?
Larissa: O mercado publicitário não está conseguindo suprir o alto numero de profissionais que estão se formando , e a crise mundial está fazendo com que as empresas reduzem a verba destinada à publicidade e recorrendo a comunicações alternativas para reduzirem os gastos.

Regulamentação publicitária: há, hoje, algum excesso legal que limita a Liberdade de criação/expressão?
Larissa: O Conar é o Conselho Nacional de Alto-regulamentação que tem como finalidade limitar a liberdade de criação/expressão. Nele estão dispostos normas éticas sobre a publicidade de alimentos, refrigerantes, automóveis, etc

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