domingo, 10 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Entrevista com um RP
Entrevista com Wesley M. da Costa, 30 anos. Formado em Relações Públicas pelo UNI-BH. Atua como RP em sua própria empresa, Comunicação Objetiva.
O que te levou a fazer RP?
Wesley: A diversidade do curso e a possibilidade de me enquadrar dentro de um mercado volátil e globalizado.
Como está o mercado hoje para o RP?
Wesley: O mercado oferece oportunidades diversas para aquele profissional que busca além de se capacitar se qualificar, o mercado é amplo e está carente de profissionais que atuam na área.
O que você acha sobre a obrigatoriedade da formação acadêmica para o exercício da profissão?
Wesley: É de extrema importância pois assim haverá um fortalecimento da profissão que ainda hoje é marginalizada e tem pouco reconhecimento no mercado e nas próprias organizações. Conheço colegas que fazem o trabalho de RP e não são formados na área. Como engenheiros, jornalistas e até contador.
Na sua opinião, qual a importância do Conselho Federal de Relações Públicas na defesa do exercício da profissão? Comente.
Wesley: Ruim, deveriam sem duvida ser mais atuante e fiscalizar e multar empresas que contratam RPs que não são RPs, deveriam se preocupar em proporcionar um ambiente satisfatório para nós profissionais no mercado.
Quais as principais mudanças a web têm proporcionado ao RP?
Wesley: A facilidade da comunicação além dos acontecimentos em tempo real tem facilitado e muito a vida do Relações Públicas uma vez que tal ferramenta se tornou indispensável para o trabalho desse profissional.
Qual é a maior dificuldade encontrada hoje no mercado de trabalho para um RP?
Wesley: A marginalização da profissão sem duvida. O mercado absorve qualquer um para fazer a função que deveria ser de um profissional formado na área.
Existem atividades próprias dos Relações Públicas que normalmente são exercidas por profissionais de outras áreas? Comente.
Wesley: Sem dúvida. As funções de Relações Públicas estão expressas no decreto n.º 63.283, de 26/9/1968, que regulamentou a profissão. Consideram-se atividades específicas de Relações Públicas as que dizem respeito:
a) à orientação de dirigentes de instituições públicas ou privadas na formulação de políticas de Relações Públicas;
b) à promoção de maior integração da instituição na comunidade;
c) à informação e a orientação da opinião pública sobre os objetivos elevados de uma instituição;
d) ao assessoramento na solução de problemas institucionais que influem na posição da entidade perante a opinião pública.
e) ao planejamento e execução de campanhas de opinião pública;
f) à consultoria externa de Relações Públicas junto a dirigentes de instituições;
g) ao ensino de disciplinas específicas ou de técnicas de Relações Públicas.
Resumindo, planejar, implantar e desenvolver o processo total da comunicação institucional da organização como recurso estratégico de sua interação com seus diferentes públicos e ordenar TAIS ATIVIDADES SÀO EXERCICIDAS SIM POR PROFISSIONAIS NÃO QUALIFICADOS PARA TAL COMO CITADO ANTERIORMENTE.
Na sua opinião existe um preconceito entre os profissionais da área de comunicação? Exemplo: o jornalista que critica o publicitário, que pro sua vez critica o RP... Comente.
Wesley: Preconceito não seria bem a palavra. Existe sim uma concorrência sadia que faz com que o mercado da comunicação se torne cada vez mais importante para as organizações e para a sociedade uma vez que as atividades se completam.