quarta-feira, 6 de maio de 2009

Entrevista com um RP

Entrevista com Wesley M. da Costa, 30 anos. Formado em Relações Públicas pelo UNI-BH. Atua como RP em sua própria empresa, Comunicação Objetiva.

O que te levou a fazer RP? 

Wesley: A diversidade do curso e a possibilidade de me enquadrar dentro de um mercado volátil e globalizado. 

Como está o mercado hoje para o RP? 

Wesley: O mercado oferece oportunidades diversas para aquele profissional que busca além de se capacitar se qualificar, o mercado é amplo e está carente de profissionais que atuam na área. 

O que você acha sobre a obrigatoriedade da formação acadêmica para o exercício da profissão? 

Wesley: É de extrema importância pois assim haverá um fortalecimento da profissão que ainda hoje é marginalizada e tem pouco reconhecimento no mercado e nas próprias organizações. Conheço colegas que fazem o trabalho de RP e não são formados na área. Como engenheiros, jornalistas e até contador.

Na sua opinião, qual a importância do Conselho Federal de Relações Públicas na defesa do exercício da profissão? Comente.

Wesley: Ruim, deveriam sem duvida ser mais atuante e fiscalizar e multar empresas que contratam RPs que não são RPs, deveriam se preocupar em proporcionar um ambiente satisfatório para nós profissionais no mercado. 

Quais as principais mudanças a web têm proporcionado ao RP? 

Wesley: A facilidade da comunicação além dos acontecimentos em tempo real tem facilitado e muito a vida do Relações Públicas uma vez que tal ferramenta se tornou indispensável para o trabalho desse profissional.

Qual é a maior dificuldade encontrada hoje no mercado de trabalho para um RP? 

Wesley: A marginalização da profissão sem duvida. O mercado absorve qualquer um para fazer a função que deveria ser de um profissional formado na área. 

Existem atividades próprias dos Relações Públicas que normalmente são exercidas por profissionais de outras áreas? Comente. 

Wesley: Sem dúvida. As funções de Relações Públicas estão expressas no decreto n.º 63.283, de 26/9/1968, que regulamentou a profissão. Consideram-se atividades específicas de Relações Públicas as que dizem respeito:

a) à orientação de dirigentes de instituições públicas ou privadas na formulação de políticas de Relações Públicas;

b) à promoção de maior integração da instituição na comunidade;

c) à informação e a orientação da opinião pública sobre os objetivos elevados de uma instituição;

d) ao assessoramento na solução de problemas institucionais que influem na posição da entidade perante a opinião pública.

e) ao planejamento e execução de campanhas de opinião pública;

f) à consultoria externa de Relações Públicas junto a dirigentes de instituições;

g) ao ensino de disciplinas específicas ou de técnicas de Relações Públicas.

Resumindo, planejar, implantar e desenvolver o processo total da comunicação institucional da organização como recurso estratégico de sua interação com seus diferentes públicos e ordenar TAIS ATIVIDADES SÀO EXERCICIDAS SIM POR PROFISSIONAIS NÃO QUALIFICADOS PARA TAL COMO CITADO ANTERIORMENTE. 

Na sua opinião existe um preconceito entre os profissionais da área de comunicação? Exemplo: o jornalista que critica o publicitário, que pro sua vez critica o RP... Comente. 

Wesley: Preconceito não seria bem a palavra. Existe sim uma concorrência sadia que faz com que o mercado da comunicação se torne cada vez mais importante para as organizações e para a sociedade uma vez que as atividades se completam.

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